Fumo um cigarro e encaro a lua que se revela a minha frente.
Parte iluminada, parte obscura.
Como se desejasse apenas me mostrar uma parte de um todo maior.
Penso.
...
Penso.
...
Lembro da estrada na noite.
Aquela no meio da pequena floresta.
Vejo na lua um rosto.
...
Penso.
...
Penso.
Não há um dia em que não pense.
Não existe momento em que eu não pare na escuridão e conte histórias sobre noites passadas para aqueles olhos amarelos que me acompanham.
Não quero esquecer.
Não quero que aqueles olhos esqueçam.
Onde vou eu lembro que lá, de alguma forma, houve uma história.
Parte revelada, parte oculta.
A lembrança de um sorriso a revela.
A escuridão da noite a oculta.
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