quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Laurence Tholf: O Espelho de Água

Sabe... Não existe medo maior do que encarar, enfrentar a si mesmo...

Isso pode destruí-lo não fisicamente, mas por dentro...

...

Uma vez, um grupo de aventureiros iria cruzar uma espécie de espelho de água, conhecido como O Espelho da Alma...

Ao aproximarem-se de tal lugar o grupo foi surpreendido...

... o que cada um viu, não sei expressar... o que conto são relatos, junções, advertências... e parte do que vi...

Quando tocada a água tomava formas... como em um espelho, ela mostrava a sua imagem... distorcida... ou não...

Lembro de ter visto meus olhos cercados por sombras... como se fosse tudo que visse...
Vi meu sorriso distorcido... quase macabro... não natural...
... meu sorriso fechou ... como ... não lembro de ter ocorrido ...
... as sombras dos meus olhos tomaram uma forma alada e negra e se postaram em minhas costas, como um guardião...
... baixei os olhos e o chapéu em minha cabeça deixava apenas meus lábios como um risco reto e sem graça exibido em meu rosto...

...

Lembro-me de uma mão tocando o meu ombro... não ... o meu próprio, não o da imagem...
... e quando isto ocorreu o som frio do metal batendo contra metal veio em minha mente...
... minha imagem desvaneceu...
Veio o momento, o instante em minha mente.
Meus companheiros lutavam contra o ... ar...
Mas alguns "despertavam" estes.

...

Nenhum espelho, nem O Espelho da Alma, pode te mostrar quem você é.
Se você tiver amigos, verá quem você é refletido neles. Em suas ações, palavras e ... principalmente... em seus olhos e no silêncio... 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Laurence Tholf: Noite Estrelada, O Silêncio da Jornada

Noite escura de verão em meio à floresta ...
Enquanto fumo um último cigarro, o último que sobrou da viagem e que vinha guardando-o há dias, observo juntamente a um companheiro de grupo a noite.

Pensamos, refletimos...

O cigarro termina e o aventureiro me alcança uma garrafa de vinho dizendo, "Que bela noite! Há anos não via tantas estrelas...".

Pegando a garrafa viro-me para o aventureiro e respondo, "Incrível pensar que elas estão sempre ali. Nos vigiando, silenciosas..."

...

Prossigo:

"Em algum reino que passei as pessoas falavam que as estrelas eram antigos heróis mortos. E, se ficarmos em silêncio absoluto, poderemos ouvir as suas vozes sussurrantes..."

...

O vento atravessa a floresta balançando árvores e ... para quem sabe ouvir... trazendo algo a mais. 
Misterioso...

...

"Adivinhos já atribuíram significados e leram o passado e o futuro nas estrelas. Você acreditaria nisso? Que estes pequenos pontos brilhantes que observamos trazem significados para as nossas vidas."

...

Silêncio. 
O viajante havia caído bêbado com sono.

...

Sigo silencioso observando as estrelas. Ouvindo antigos heróis. 
Tentando saber em que acreditar.

...

Acredito em tudo e em todos...
e ainda assim não acredito em nada nem ninguém...