domingo, 10 de fevereiro de 2013

Laurence Tholf: Naquela noite

Então eu a conheci.

Como a luz da lua cheia seu rosto se iluminava ao sorrir.

Cavalgamos por estradas e florestas.
Navegamos sob a luz de estrelas.
E eram tantas. Incontáveis estrelas para testemunhar aquele momento.
Momento este que não se apagará da minha memória, pois lembro-me em cada segundo, ainda mais reforçado pela noite estrelada.

Sentamos na beira de um rio e bebemos e rimos e naquele momento nada mais existia. 
Existia apenas a importância daquele instante mágico.

Não precisava mais observar o tempo e as forças da natureza.
Bastava olhar para ela e eu sabia a que servia, quem eu era.

Meu chapéu não escondia meu rosto mais, meu sorriso de bardo não era mais algo forjado pelo tempo e histórias vividas, quase falso. 
Ele era verdadeiro. 
Ela via a mim e eu a ela. Não existiam formas de se esconder. E nem precisava, pois me sentia seguro.

Deitamos e esperamos o momento do nascer do sol.
E que nascer do sol. 
O sol se ergueu com uma luz fraca, iluminando-nos e consigo trouxe-nos uma surpresa.
A deusa da beleza, do amor, o acompanhava.
Como se sussurrasse algo em nossos ouvidos.
Uma música que apenas nós poderíamos ouvir naquele momento único.

Não queria eu parar.
Não queria eu que o sol se erguesse e interrompesse aquele momento.
Mas ele o fez. E de maneira única e especial.

Correr por entre árvores parecia uma ideia tão perfeita.
Pois a felicidade pairava dentro e fora de nós. 
Transbordava.

...

Às vezes eu observo as nuvens e naquelas curvas macias eu vejo as dela.

...


Ah! Naquela noite...


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