domingo, 16 de dezembro de 2012

Laurence Tholf: Noite Estrelada, O Silêncio da Jornada

Noite escura de verão em meio à floresta ...
Enquanto fumo um último cigarro, o último que sobrou da viagem e que vinha guardando-o há dias, observo juntamente a um companheiro de grupo a noite.

Pensamos, refletimos...

O cigarro termina e o aventureiro me alcança uma garrafa de vinho dizendo, "Que bela noite! Há anos não via tantas estrelas...".

Pegando a garrafa viro-me para o aventureiro e respondo, "Incrível pensar que elas estão sempre ali. Nos vigiando, silenciosas..."

...

Prossigo:

"Em algum reino que passei as pessoas falavam que as estrelas eram antigos heróis mortos. E, se ficarmos em silêncio absoluto, poderemos ouvir as suas vozes sussurrantes..."

...

O vento atravessa a floresta balançando árvores e ... para quem sabe ouvir... trazendo algo a mais. 
Misterioso...

...

"Adivinhos já atribuíram significados e leram o passado e o futuro nas estrelas. Você acreditaria nisso? Que estes pequenos pontos brilhantes que observamos trazem significados para as nossas vidas."

...

Silêncio. 
O viajante havia caído bêbado com sono.

...

Sigo silencioso observando as estrelas. Ouvindo antigos heróis. 
Tentando saber em que acreditar.

...

Acredito em tudo e em todos...
e ainda assim não acredito em nada nem ninguém...

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